William Douglas*
As pessoas, em geral, têm medo de fazer provas e isso
atrapalha o desempenho. Um cristão não deve ter medo de fazer provas, pois elas
são importantes para nosso crescimento pessoal e profissional. E são
instrumentos das bênçãos de Deus, que, por sinal, está conosco em todos os
momentos. Inclusive durante as provas.
Precisamos fazer nossa parte, estudar, aprender a estudar e aprender a fazer
provas. O livro de Provérbios fala sobre a importância da sabedoria

(“Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que
adquire conhecimento”, Pv 3.13), assim como Eclesiastes (capítulo 10).
Portanto, vamos conversar aqui sobre estudo, organização, vida profissional,
sucesso e provas.
Como fazer provas? Vamos dar algumas dicas importantes:
1) A primeira
coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar
nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranquilamente,
sentindo o ar, sentindo sua própria respiração. Após uns poucos minutos, verá
que respirar é um ótimo calmante.
Comece a ver a prova como algo agradável, como uma
oportunidade, visualize-se calmo e tranquilo. Lembre-se que "treino é
treino e jogo é jogo" e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova
é a oportunidade de jogar pra valer, à vera, de ir para o campeonato.
Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade.
Conscientize-se disso e, enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você
estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em
provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes, a
gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando
não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver,
sentir e ouvir "fazer prova" como algo positivo, como uma ocasião em
que podemos estar tranquilos, calmos e
onde podemos render bem.
2) A simplicidade
e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional
e o controle do tempo. Para passar, lembre-se que você precisa responder àquilo
que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado
de cada questão. Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas
dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que
seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final, seja
objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos.
Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o
assunto e estabeleça relações com outros.
Sem se perder, defina rapidamente conceitos e
classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza
a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. "Florear" a
resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só
compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse
caso, se o erro não for descontado dos acertos,
arrisque a resposta que lhe parecer melhor.
3) Correção linguística.
Tão ruim quanto uma letra ilegível ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz tonitruante com erros de
português. O estudo da língua nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a leitura
constante aumenta a correção da exposição escrita ou falada.
4) Evitar
vaidades ou "invenções". Muitos querem responder o que preferem, do
jeito que preferem. Em provas e
concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador.
Aquelas nossas tese e opinião inovadoras devemos guardá-las para a ocasião própria, que
certamente não é a do concurso. Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais
inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre
prestando atenção mesmo às questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze
uma opinião diversa.
5) Letra legível,
palavras audíveis. Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia nem
ouvir sua voz, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser
lido, ouvido e entendido? Será que todos
os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para
corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra bonita,
de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a fim de que ela
fique legível. Treine sua oratória para saber falar razoavelmente.
*William Douglas é juiz federal, professor universitário,
palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas, o best-seller “Como
passar em provas e concursos”
www.williamdouglas.com.br.
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